Abandono-me calma entre os lençóis.
E o corpo nu e intransigente,
não quer a ninguém, só esse estado
de deslizar tranquilo, quase inapetente.
Celebro a solitude que me traz sossego.
E tramo os meus dias em papel de seda azul:
“Amanhã comprarei frutas doces,
E incenso de lavanda”,
penso enquanto acaricio o meu corpo nu.
E nada me tocará não seja a música
Nem me bolinará não seja o verso.
Amanhã talvez eu queira outra coisa,
Hoje estou apenas para mim:
Completamente nua,
Absolutamente Una com o Universo.
(Marla de Queiroz)

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