domingo, 18 de abril de 2010

Como fênix...



Elevei as mãos cabeça, como alguém gravemente preocupada e me afundei nos meus próprios pensamentos.

Por um momento fui consumida por todas aquelas dúvidas e receios. Afinal, não somos tão mais jovens assim, as tubulações evaporaram nossos sonhos. Rasgaram nossos nervos.

Me deixaram completamente nua de você!

Antes, quem me via por aí, na fila do banco ou na padaria de manhã sabia que existia você em mim e eu em você.

Hoje, meu bem, [pausa para um riso sem graça] estamos assim. Você distante e eu com o meu café sem gosto, frio e estragado.

[A cada folha que cai no chão, tão certa que um dia iria cair, a árvore nem se comove mais.]

Enchi meus pulmões de ar, olhei para você como os mesmos olhos de quando eu te descobri dentro de mim e lembrei que “tens de guardar dia a dia, mesmo doendo, o amor no teu coração”.

E naquela manhã, das cinzas fez-se o amor, outra vez.

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